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Com migração lenta para o IPv.6, Brasil é top 3 em requisição de endereços IPs

A velocidade média de conexão à internet é de 2,9 Mbps. Esta é uma das conclusões de um estudo feito pela Akamai, especializada em soluções de aceleração e segurança para a Internet. Este relatório aponta o Brasil como a 7ª maior fonte de ataques do mundo, ainda, que o país tenha apresentado o maior crescimento em endereços IPv4 no trimestre (3,1%) e no último período de um ano, o que significa 33% de aumento em relação ao terceiro trimestre de 2013.

O relatório aponta um crescimento de endereços IP, sendo o Brasil a terceira maior fonte no mundo, com média global de velocidade de 4,5 Mbps. No ranking de velocidade de conexão, o Brasil ocupa a  90ª colocação (2,9 Mbps) e pico médio e 20,5 Mbps.

Entre julho e setembro de 2014, a média global de velocidade de conexão manteve-se superior à considerada “banda larga” (4 Mbps), com 4,5 Mbps. Ainda que tenha havido uma leve queda de 2,8% em relação aos três meses anteriores.

A Coréia do Sul manteve-se em primeiro lugar no ranking – que conta com 140 países/regiões. O país apresentou uma média de 25,3 Mbps e crescimento de 2,7%. Em segundo lugar, está Hong Kong, com 16,3 Mbps e aumento de 3,8%.

Em termos de crescimento, o maior índice foi apresentado por Cingapura, com 18% e 12,2 Mbps (10ª posição no ranking). Já o menor coube ao Japão, com 0,8% e 15 Mbps. No comparativo ano a ano, 129 dos países/regiões qualificados para o ranking apresentaram aumento de velocidade média de conexão, variando de 0,2% no Equador (3,6 Mbps) a 150% em Jersey (9,7 Mbps), ilha do Canal da Mancha.

O estudo “State of the Internet”, referente ao terceiro trimestre de 2014, apresenta uma visão global de estatísticas da web. Ele incluiu análises referentes a conectividade de rede e velocidades de conexão, tráfego de ataques, adoção de banda larga, disponibilidade e adoção IPv6.

O material analisa os 246 países/regiões, o que representa mais de 790 milhões de endereços IPv4 únicos. Para os rankings, foram consideras os que apresentaram mais de 25 mil endereços.

No que diz respeito aos picos de conexão, também houve no período um leve declínio (2,3%) na média global, equivalente a de 24,8 Mbps. Hong Kong manteve-se em primeiro lugar, com pico de 84,6 Mbps e crescimento de 14% em relação aos três meses anteriores.

Na comparação ano a ano, 135 das regiões qualificadas apresentaram evolução. A média geral teve crescimento de 38% em relação ao 3T13. Todos os top 10 países apresentaram significativa evolução, com destaque para o Uruguai, com 58,6 Mbps e crescimento de 334%.

O estudo também segmenta a análise por regiões – Américas, Ásia-Pacífico e EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Com base nessa divisão, na América Latina a velocidade média de conexão variou de 5,5 Mbps(registada no Uruguai) a 1,1 Mbps (Bolívia). No ranking global, os países estão na 53ª e 136ª colocação, respectivamente.

Já o Brasil apresentou velocidade média de 2,9 Mbps e, mesmo com o crescimento de 1,6% em relação ao trimestre anterior, está na 90ª posição, caindo uma colocação no ranking. Se comparado ao terceiro trimestre de 2013, cresceu 9,5%.

Em relação à média de picos de conexão, o Brasil registrou 20,5 Mbps. Isso significa um aumento trimestral de 1,6% e de 23% em relação ao último ano. Assim, o país subiu da 89ª para a 86ª posição no ranking global de picos de conexão. Na América Latina, os picos do trimestre variaram de 58,6 Mbps, no Uruguai – país com maior crescimento e número superior aos EUA (48,8 Mbps) – a 9,2 Mbps, no Paraguai. Esses países ficaram nas posições 7ª e 133ª neste ranking, respectivamente.

De acordo com o relatório, nas Américas, oito países têm mais de 25 mil endereços de IP conectados à Akamai em uma velocidade superior a 10 Mbps (alta banda larga). A lista inclui: EUA (com taxa de adoção de 39%); Canadá (33%); Uruguai (7,2%); Argentina (5,6%);  Chile (3,4%);  México (2,8%); Brasil (1,6%) e Colômbia (1,1%).

Em relação às conexões de banda larga (entre 4 Mbps e 10 Mbps), destacam-se Canadá e EUA, com 83% e 73%, respectivamente. Nos demais países que se encaixam no perfil analisado, a adoção varia de 59%, no Uruguai, a 1,3% na Venezuela. O Brasil apresenta adoção de 25%, queda de 2,7% em relação ao último trimestre e crescimento de 22% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

 Conectividade Móvel 

No terceiro trimestre de 2014, a Coréia do Sul manteve sua liderança, com velocidade média de 18,2 Mbps. Já o Irã atingiu o menor índice global, de 0,9 Mbps, sendo o único com número inferior a 1 Mbps. Na América do Sul, a Venezuela apresentou a maior velocidade, com média de 6,0 Mbps, e o Brasil registrou média de 1,5 Mbps.

Quando o tema é a média de picos de conexão, Cingapura atingiu o maior número do período, com 98 Mbps, e o Irã também figurou em último lugar, com 3,3 Mbps. O Brasil registrou, no período, 12 Mbps e, na América do Sul, o maior pico também ficou por conta da Venezuela, com 27,1 Mbps.

Em relação à adoção de banda larga móvel (> 4 Mbps), a Suécia teve a maior taxa, 94%; enquanto Irã, Paraguai, Croácia e Vietnã tiveram taxas abaixo de 1%. Na América do Sul, novamente a Venezuela destaca-se, com 86% de adoção e ficou empatada com o Japão neste quesito.

Penetração Global de Internet

O estudo registrou pequeno crescimento na contagem global de endereços de IP únicos, com aumento de 0,3% – cerca de dois milhões de novos IPs – no comparativo trimestre a trimestre. Dos Top 10 países/regiões considerados no levantamento, apenas EUA, Brasil, França e Rússia apresentaram aumento em relação ao segundo trimestre de 2014.

O Brasil figura na terceira posição em volume de IPs conectados à Akamai, com 45.469.490 endereços no período. O país apresentou o maior índice de crescimento no trimestre (3,1%) e no último período um ano (33%), sendo o único dentre os top 10 que apresentou aumento de dois dígitos.

Adoção IPv6

Quanto à adoção do IPv6, a maior demanda continua sendo de provedores como a Verizon Wireless e a Brutele, que, juntas, têm mais da metade de suas solicitações à Akamai feitas em IPv6. Adicionalmente, a Bélgica é o país que continua liderando a adoção, com 27% de suas conexões à Akamai via IPv6.

4K Readiness

O ranking “4K Readiness” analisa a entrega de streaming de ultra resolução (ultra HD – 4K) e considera que é preciso 15 Mbps de capacidade para que vídeos sejam trafegados. No trimestre, 12% das conexões à Akamai foram em 15 Mbps ou velocidade superiores.

Dos 52 países presentes neste ranking, a Coréia do Sul fica em primeiro lugar, com 66% de suas conexões em 4K. O Brasil está na 50ª, com 0,5% de suas redes capazes de realizar streamings em 4K. No trimestre anterior o país figurava na posição 59ª, com 0,6% de capacidade de rede. Mesmo assim, o país apresentou crescimento de 65% ano a ano.

Ataques DDoS

No período analisado pelo relatório, 270 ataques DDoS foram reportados pelos usuários Akamai. Esses números representam uma redução de 4,5% desde o início de 2014 e de 4% no comparativo ano a ano. Apesar de uma pequena queda, as Américas destacam-se, com 142 ataques. Na sequência, está região Ásia Pacífico com 84 e, em terceiro lugar, EMEA, com 44 ataques.

Nesse contexto, os ataques ao segmento Corporativo destacaram-se, representando 39%. Já o setor público teve o menor índice de ataques dentre os analisados, com 8%.

Tráfego de Ataques e Portas mais Vulneráveis

A partir do constante monitoramento em toda sua infraestrutura, a Akamai é capaz de identificar os países nos quais os ataques são originados, bem como os principais pontos atingidos por eles. É importante considerar, no entanto, que a região de origem do IP de ataque pode não representar a nação na qual o hacker reside.

Durante o período analisado, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 201 países ouregiões – nos três meses anteriores, foi de 161. O estudo mostra que a China permanece no topo como fonte de ameaças de maior volume observado, com 49%. Os EUA aparecem em segundo lugar, originando 17% dos ataques. O Brasil permanece em 7º lugar, com 1,9%.

Em relação às portas mais vulneráveis, a 23 (Telnet) destacou-se, com 12% do tráfego de ataques. As portas 445 (Microsoft-DS) e 80 (WWW [HTTP]) estão em segundo e terceiro lugar, com 8,1% e 4,6%, respectivamente.

Via Convergência Digital