Blog

Como manter sua empresa competitiva em um cenário recessivo

A edição de agosto de Você S/A que comemorou os 17 anos do veículo trouxe a capa “Onde não há crise”. O tema bastante polêmico e apropriado para o momento econômico do Brasil (que não é dos melhores). Julho fechou com o novo recorde histórico de desemprego e o PIB não para de encolher.

Mas a revista, de forma diferenciada e bastante otimista, falou sobre os principais setores da economia mais aquecidos ou até mesmo blindados contra o pessimismo econômico, e ainda deu dicas de carreira e revelou as novas tendências do mercado.

O que a revista fez foi mostrar que, apesar do pessimismo, alguns setores vão muito bem obrigado.
O setor de TI por exemplo, deve crescer 5% no próximo ano e sofre com a falta de profissionais qualificados.

E o setor de Telecomunicações? Você acha que o cenário é recessivo?

O que o presidente da Telefonica diz sobre a crise no Brasil

MOMENTO É BOM PARA SE GANHAR MERCADO, DIZ PRESIDENTE DA TELEFÔNICA

Em entrevista recente ao jornal O Estado de S. Paulo, o israelense Amos Genish, no comando da Telefônica Vivo desde março, é fundador da operadora GVT, e hoje considerado uma referência no setor de telecomunicações.

No ano passado, a GVT foi para as mãos da Telefônica, por R$ 22 bilhões, e Genish assumiu a presidência do grupo no Brasil.

Além de enfrentar um cenário recessivo pela frente, a missão de Genish é unir as operações das duas empresas para criar uma tele competitiva e obter sinergias de até R$ 16 bilhões.

Desafios para criar uma empresa competitiva em um cenário recessivo

“O atual momento é propício para ganhar participação de mercado”, disse o executivo, ainda com sotaque bem carregado, misturando português com inglês, ao jornal O Estado de S. Paulo. (Via Época Negócios)

O executivo admite que a crise econômica e política no País tem efeitos colaterais. Diz entender que o ajuste fiscal é um remédio necessário, neste momento. Para a Telefônica, fala, de todos indicadores, o que preocupa é a inflação, que está fora da média, podendo chegar até 10% este ano. “Isso tem um efeito enorme no custo das empresas e para os consumidores.” O câmbio, diz Amos Genish, também afeta. “O dólar está próximo a R$ 3,50 e pode chegar até R$ 4. Acredito que esse cenário (de R$ 4) é bem real. O câmbio está muito ligado ao nosso negócio, já que a maioria de nossos equipamentos é importada (smartphones, antenas, transmissores). Para as teles, que investem muito em tecnologia para 4G, telefonia fixa, banda larga (fixa e móvel), o efeito (do câmbio) é brutal”.

Mas ele acredita que a crise é de curto prazo e que existe uma mistura de crise econômica e política. Mas ele acha que a questão política será resolvida e, com isso, haverá mais certeza de resolução do momento econômico. E que ele como presidente da Telefonica precisa pensar no longo prazo.

O Brasil representa atualmente a segunda maior receita do grupo Telefônica, atrás da Espanha. “Representamos 25% das vendas totais. O Brasil vai ser o maior em receita em 2016.” Avalia que, apesar do momento desafiador, o País não perdeu competitividade para se fazer negócio. “Não temos dúvida de que esse é um bom momento para expandir e ganhar participação de mercado. Quando o cenário mudar, vamos nos beneficiar com isso. Não vejo uma mudança nos próximos 12 a 18 meses. Mas, se vier antes, será uma boa notícia. Vamos viver com um cenário bem desafiador em 2016. Precisamos entender como caminhar nesse ambiente.”

“Hoje, o foco é qualidade dos dados. No móvel, temos 84 serviços digitais (como ringtones, dicas de saúde, streaming) e vamos crescer mais. A receita em 2014 desse segmento foi de R$ 1,6 bilhão, com crescimento de 30% ao ano.”

E o seu Provedor? Vai aproveitar para investir na qualidade dos serviços oferecidos e ganhar mercado ou ser engolido pelos concorrentes?