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O fim do IPv4: Expectativas e realidade

A entidade responsável pelo registro de endereços IP no Brasil (NIC.br), comunicou na manhã desta terça-feira (10) o fim do IPv4 para a região da América Latina e Caribe. Assim como já havia acontecido na Ásia em 2011 e na Europa em 2012.

Enquanto o IPv4 suporta apenas 4 bilhões de endereços (o que já se parece muito) o IPv6 tem um armazenamento quase ilimitado, afastando bastante essa ídeia de que possa vir existir outro problema do gênero, bom, pelo menos não em alguns bons anos.

Essa quantidade enorme de IPv6 é importante porque, além da expansão natural das redes, estamos caminhando para a tal internet das coisas, na qual tudo estará conectado e até lâmpadas poderão ter um IP.

E o esgotamento do IPv4 não para pela América Latina e Caribe: Os próximos serão os americanos e canadenses. A ARIN, American Registry for Internet Numbers quem controla a distribuição de IP nos Estados Unidos, Canadá e ilhas próximas, distribuiu o último grande bloco de endereços IPv4 em abril, e o esgotamento deve ser anunciado nos próximos meses. O último continente a ter endereços IPv4 esgotados será a África, e a previsão é que isso aconteça por volta de 2020.

O Hyper , solução de cache da Taghos está adaptada tanto para as tecnologias IPv4 quanto IPv6, que é a versão mais atual do Protocolo de Internet.

Resumo: A internet sofreu e vem sofrendo um grande aumento nesse numero de hosts, devido a diversos fatores e com isso foi previsto há algum tempo o esgotamento desse modo de endereçamento. Originalmente oficializado em 6 de junho de 2012, o protocolo IPv6 está sendo implantado gradativamente na Internet e deve funcionar lado a lado com o IPv4, numa situação tecnicamente chamada de “pilha dupla” ou “dual stack”, por algum tempo. A longo prazo, o IPv6 tem como objetivo substituir o IPv4, que só suporta cerca de 4 bilhões de endereços IP.